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3/5/2016 Tratamento da Cefaléia em Salvas em Neurologia
A cefaléia em salvas é caracterizada como uma desordem neurológica que acomete cerca de 0,01% a 0,05 % da população mundial. É a dor de cabeça mais intensa que existe, unilateral (apenas um lado da cabeça), normalmente na região temporal, orbital e supra-orbital durando cerca de 15 minutos a 3 horas podendo ocorrer 8 vezes por dia, durante 3 a 10 semanas.

A cefaléia em salvas é caracterizada como uma desordem neurológica que acomete cerca de 0,01% a 0,05 % da população mundial. É a dor de cabeça mais intensa que existe, unilateral (apenas um lado da cabeça), normalmente na região temporal, orbital  e supra-orbital durando cerca de 15 minutos a 3 horas podendo ocorrer 8 vezes por dia, durante 3 a 10 semanas. As crises ocorrem com frequência de uma a oito crise a cada dois dias. Sua intensidade maior é durante as primeiras horas do sono.



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Conhecida também como “cefaléia suicida”, estudos mostram que 55% dos pacientes já tiveram alguma experiência suicida. Afeta mais os homens do que as mulheres, na proporção de aproximadamente 20 homens para 1 mulher. 


Os sinais associados a cefaléia em salvas são: lacrimejamento, injeção conjutival (purido), congestão nasal, rinorréia (corrimento no nariz), sudorese facial, miose (constricção da pupila), ptose (pálpebra caída), edema palpebral, rubor, náusea e mal estar, emocionalmente sente ansiedade, estresse, frustração, depressão, tentativas suicidas, desamparo. Os sintomas começam a se manifestar por volta de 20 a 40 anos.

A cefaléia em salvas se classifica em dois tipos:

Episódica (90% dos casos): dura de 4 a 12 semanas, depois vem o período de remissão,  livre da dor, que pode durar meses ou anos

Crônica (10 % dos casos): os períodos de remissão são de apenas 1 mês ou não acontecem. 


A causa exata da cefaléia em salvas é desconhecida, mas existem várias teorias. A mais aceita pela comunidade médica e científica é que o Hipotálamo (região do cérebro de mamíferos responsável pelo controle do sistema nervoso autonômico, emoções, comportamento e controle do relógio biológico do corpo) fica super estimulado durante as crises, ou seja, há uma grande liberação de neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e  dopamina) nesta área estimulado as células nervosas. A estimulação das células nervosas leva a dor, as artérias se tornam mais largas pressionando os tecidos próximos. Há um grande processo inflamatório e irritabilidade na área de ocorrência da dor.


O vídeo abaixo mostra como é um ataque de cefaléia em salvas:



Existes fatores externos que podem deflagrar as crises da cefaléia em salvas:


 - Consumo de bebida alcoólica

 - Químicas com cheiros fortes

 - Calor e mudanças bruscas de tempo

 - Aumento de altitude

 - Fumantes

 - Alimentos gordurosos.


Outro fator importante é uma avaliação precisa e detalhada por médico neurologista especialista em dor de cabeça para avaliar e diagnosticar o tipo de dor de cabeça e aplicar a terapia adequada. Abaixo quadro com as diferenças de localização da dor em crises de dor de cabeça:


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O tratamento da cefaléia em salvas tem caráter preventivo, evitando as crises, os surtos e poder cortar as crises quando presentes. O tratamento medicamentoso preventivo pode ser administrado com várias opções de medicações diferenciadas como verapramil, lítio, corticosteroides, topiramato. No entanto, estudos mostram que a administração do sumatriptano tem tido maior eficácia no controle das crises. Estudo feito em 1995, com 138 pacientes demonstrou que houve o alivio das crises em 15 minutos  por 96% dos pacientes, sem efeitos colaterais.

Pode ser feito também procedimento médico de técnica especial de injeção no nervo occipital para bloqueio da dor.


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Outra forma de tratamento para controle das crises de cefaléia em salvas é a administração de oxigênio a 100% durante os episódios de crises. É colocada uma máscara  facial no paciente e mantido um fluxo de 7 a 8 litros de oxigênio por minuto, com o paciente sentado e levemente inclinado para a frente, apoiando seus cotovelos sobre as coxas. O paciente deve respirar normalmente, não deve hiperventilar. Administrado da maneira correta em 20 minutos as crises podem diminuir em 90%. 

O oxigênio tem efeito vasoconstritor que leva a uma hipoperfusão cerebral. Os pacientes com cefaléia em salvas tem sensibilidade anormal dos quimiorreceptores, o que é revertido pela terapia de oxigênio.


Foto da Clínica Higashi, exemplo de tratamento da cefaléia em salvas. Paciente de estar com venda devido a fotofobia, sentado e com os cotovelos apoiados nas coxas, respiração deve ser normal com a máscara posicionada entre o queixo e nariz.


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Todo o tratamento da cefaléia em salvas deve ser discutido com médico neurologista especializado para determinar a medicação, dose, ajustes, periodicidade e efeitos colaterais comuns. A escolha da melhor terapia para controle das crises deve ser decidida entre médico e paciente. 


Para maiores informações sobre o tratamento da cefaléia em salvas entre em contato com a Clínica Higashi pelos telefones (21) 3439-8999 Rio de Janeiro ou (43) 3323-8744 Londrina.


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