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30/7/2015 Avanços da Medicina: Pesquisa da Terapia com Células-Tronco na neurologia e na reabilitação.
A estudo da medicina anti-aging (medicina antienvelhecimento) é uma nova área de estudo dentro da medicina que reuni várias descobertas científicas para promover a prevenção e a amenizar o declínio funcional que ocorre de forma lenta e progressiva no processo de envelhecimento no nosso organismo.

A estudo da medicina anti-aging (medicina antienvelhecimento) é uma nova área de estudo dentro da medicina que reuni várias descobertas científicas para promover a prevenção e a amenizar o declínio funcional que ocorre de forma lenta e progressiva no processo de envelhecimento no nosso organismo. A Neurologia é a especialidade médica que diagnostica e trata as doenças do sistema nervoso (central, periférico e autonômico).

Dentro da neurologia e do estudo da medicina antienvelhecimento, a descoberta das células-tronco abre um novo caminho para a possibilidade de regeneração celular no tratamento do envelhecimento e também de doenças crônicas e degenerativas como Doença de Alzheimer, Parkinson, Traumatismo Medular e Craniano, Acidente Vascular Cerebral, Esclerose Múltipla, Neuropatias Adquiridas e Hereditárias, Doenças Musculares, Dor Crônica, Esclerose Lateral Amiotrófica entre outras.

Até o momento (2010) no Brasil, o tratamento com a utilização de células-tronco, não esta disponível para uso clínico rotineiro, exceto para fins de estudo e pesquisa, para um número limitado de pacientes, realizado em alguns Centros Médicos de Pesquisa a qual devem ser aprovados pelo comitê de ética e pesquisa, consequentemente a terapia com células - tronco é realidade somente para um número restrito de doenças como leucemia e linfomas, mas existem avanços no sentido da possibilidade de reverter o processo de degeneração celular que ocorre com o envelhecimento e outras doenças comuns como Parkinson e diabetes.

Existe uma grande perspectiva e otimismo da utilização das células-tronco embrionárias (células - tronco encontradas no tecido fetal), pois estas têm grande capacidade de diferenciação (capacidade de formar outras células), o primeiro teste clínico para utilização de células tronco embrionárias foi aprovado em 2009 nos Estados Unidos para tratamento neurológico de lesão medular e paraplegia.

Durante muito tempo, dentro da neurociência, acreditava-se que o adulto não possuía células- tronco em neurônios e miócitos (células musculares), pois acreditava-se que as células-tronco presentes nos recém natos declinava-se rapidamente em qualidade e quantidade no adulto. Também existia a crenças que as células-tronco hematopoiéticas (células sanguíneas), presentes dentro da medula óssea, não teria plasticidade (capacidade adaptativa), sendo assim, não poderia se transformar em outros tecidos. Com o avanço das pesquisas foi demonstrado justamente o contrário, ou seja, existem células-tronco na maioria de nossos tecidos( cérebro, coração, músculos e fígado), também foi demonstrado que as células tronco hematopoiéticas e as células progenitoras endotelial (células produzidas na medula óssea com capacidade de formar novos vasos) têm a capacidade adaptativa de potencialmente se transformar em outros tecidos e órgãos.

Imagem abaixo de uma célula tronco embrionária:

celula embrionria 3.jpg

Apesar da possibilidade da utilização de células-tronco no tratamento das doenças que afetam o envelhecimento e o processo rengenerativo neurológico ainda não estar amplamente disponível para uso clínico, algumas abordagens estabelecidas pela medicina  podem estimular nosso mecanismo endógeno de auto-reparação, através de 3 mecanismos:

·         A terapia hormonal com hormônios bioidênticos quando deficiênte, podêm estimular nossas células- tronco endógenas. Por exemplo, a reposição com progesterona estimula as células-tronco neurais através do metabolito alopregnenolona. A testosterona estimula as células-tronco de tecidos musculares, em consequencia, ocorre aumento da força, também estimula as células progenitoras endotelial melhorando a perfusão peniana com melhora a função erétil. O tratamento com hormônio de crescimento (gh) em adultos com deficiência, melhora a qualidade e a quantidade de células progenitoras endotelial estimulando a formação de novos vasos. O estradiol melhora a mobilização das células progenitoras endotelial em consequencia estimula melhora da perfusão tecidual.
·         Mudanças do estilo de vida orientados dentro da medicina antievelhecimento como atividade física fisiológica e a combinação alimentar hormonalmente correta para controle da glicose e insulina, podem estimular nossas células-tronco endógenas.
·         Alguns nutracêuticos (vitaminas, minerais, aminoácidos, fitoterápicos ou alimentos com ação contra doenças) também podem otimizar nossas células tronco adultas endógenas. O resveratrol (substância chamada de polifenol presente em sementes de uva) por exemplo, ativa o gene SIR1, este gene esta relacionado ao processo de supressão de apoptose celular (morte celular). O omega 3 presente no óleo de peixe ajuda no estimulo da neurogênese (formação de novos neurônios) a partir das células tronco neurais presentes na região do cérebro chamada de hipocampo.                         

Uma nova fase da medicina dentro da neurologia e do envelhecimento esta a caminho. A sociedade esta em constante evolução, cada vez mais bem informada, consciente, globalizada e busca uma medicina que supra as suas necessidades, para isso devemos se adaptar a novos conceitos.

Dr. Tsutomu Higashi, médico patologista, pesquisador da medicina ortomolecular e do estudo da aplicabilidade clínica da terapia das células-tronco autologa. É membro da equipe do programa de medicina e envelhecimento da Clínica Higashi  localizado em Londrina e Rio de Janeiro.


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